22/09/2011

E assim caminha o projeto...com a construção de novos brinquedos...


“Sucata é qualquer coisa que perdeu seu uso original, que se quebrou, que não serve mais ou que não tem mais significado. Coisas aparentemente inúteis, mas que servem para brincar, para dar nova forma e novo sentido”. Machado (1995).



Carrinhos de rolar...


Com pedras pequenas, potes de lenços umedecidos, barbante e papel contact foram confeccionados os carrinhos de rolar. A construção deste brinquedo foi direcionada para os bebês que já caminham, visto que poderiam puxá-los, exercitando ou aprimorando a ação de caminhar. Para esta vivência foi utilizado como espaço o corredor de entrada do CEI, onde os bebês fizeram algumas idas e vindas puxando seus carrinhos. Por falta de experiência das professoras na confecção, os carrinhos rolaram pouco, talvez por isso, este brinquedo chamou pouco a atenção dos pequeninos.





Fantoches...


A sucata esteve presente até nos momentos de Contação de histórias. Para ilustrar a história Macaquinho de Bia Bedran, as professoras confeccionaram um fantoche com caixa de leite, para ser o personagem principal. Os bebês do Berçário I são fascinados por histórias e quando observaram o macaquinho nas mãos da professora ficaram eufóricos na ânsia de tocá-lo. Contação terminada, os bebês se direcionaram até a professora, engatinhando ou caminhando, em busca do objeto de desejo, e cada um pode interagir e brincar com o fantoche.






Tum-tum... Tum-tum... É a hora dos tambores...


Latas de leite em pó e de farináceos viraram tambores, onde foram utilizados ainda, barbante e retalhos de corino. Para que a interação com os tambores fosse intensa as professoras levaram para a sala pequenas baquetas. Ao observarem os tambores na sala, os bebês logo foram ao encontro do brinquedo. Os bebês maiores não tiveram dificuldades em associar as baquetas aos tambores, e tão logo, utilizaram este instrumento para retiram sons dos tambores. Com os menores as professoras mediaram a relação, onde batiam com as baquetas hora na parte de cima do tambor, hora na parte inferior, produzindo diferentes sons. Após serem provocados, os bebês realizaram a ação sozinhos, e o som passou a ser tirado do tambor até mesmo com as mãos. Ao final da vivência, bebês e professoras, utilizando os tambores, deram ritmos a algumas músicas folclóricas infantis.





Blocos de construção coloridos...


Caixas de leite preenchidas com folhas de revista usadas e encapadas com papéis coloridos viraram Blocos de construção coloridos. No entanto além da função de construir, os blocos tinham algo mais, em um de seus lados foram coladas fotos dos bebês da turma do Berçário I. Os blocos foram colocados na sala formando ums trilha, onde as fotos os bebês ficaram viradas para baixo. Quando os bebês estabeleceram contato com eles e começaram a manuseá-los, foram agrupando e empilhando, mas foi só perceberem as fotos que as construções pararam e todos queriam ver as fotos. Os bebês maiores ao observarem as fotos apontavam na direção do amigo que estava estampado no bloco, comunicando a descoberta as professoras através de gestos e resmungos. Entre os blocos haviam alguns que não tinham fotos, e quando os bebês pegavam estes, eles reviravam o bloco de um lado para o outro procurando a foto. E assim prosseguiu a interação até que os blocos viraram novamente peças de construção, onde foram empilhados, enfileirados e experimentados.








Caixa de encaixes e caixa surpresa...


Caixas de papelão grandes serviram como base para a construção dos brinquedos Caixa de encaixes e caixa surpresa. Utilizando a técnica de papietagem as professoras deixaram a caixa mais firme, de modo que, os bebês pudessem interagir e manuseá-la sem que a caixa dobrasse ou rasgasse. Pelas laterais da caixa foram abertos alguns orifícios por onde os bebês pudessem colocar e/ou retirar alguns objetos como potes e bolas de meias. E assim, aconteceram muitas descobertas. Com as caixas na sala os bebês trataram logo de explorá-las: olhando de um lado para o outro por entre os orifícios, colocando e retirando os potes, subindo nas caixas, espiavando e colocando as mãos dentro das caixas procurando objetos e os bebês que caminham com apoio utilizaram as caixas como andadores. Os bebês maiores ao tentarem encaixar os potes nos orifícios, acabaram percebendo a diferença nos tamanhos dos objetos e assim procuravam os lugares certos para o encaixe.










Os bebês do Berçário I, com o caminhar do projeto, estão cada dia mais curiosos e desbravadores.

Os primeiros passos...Para uma consciência ecológica nas famílias....


Desde o início do Projeto, as famílias dos bebês do Berçário I, estão participando com arrecadação dos materiais recicláveis. No entanto, é chegada a hora de pais e mães “colocarem as mãos na massa” e construírem brinquedos para seus filhos.

Na noite do dia 11 de agosto os pais foram convidados para uma reunião de entrega de Portfólios, até aí tudo bem, pois estavam ansiosos para saberem do desenvolvimento de seus pequeninos no primeiro semestre de 2011. O que eles não sabiam era que esta não era uma reunião como as outras e algumas surpresas os aguardavam.

A reunião começou com a apresentação do Projeto: Primeiros Passos e do Portfólio Virtual da Companhia Águas de Joinville, para os pais que ainda não tinham acessado o Blog. Os pais foram informados sobre a  importância da Reutilização e Reciclagem do lixo e muitos ficaram surpresos quando ouviram que uma fralda descartável, por exemplo, pode levar até 600 anos para se decompor. Em seguida os pais foram convidados a apreciarem uma história: O Homem que amava caixas de Stephen Michael King. Todos prestaram atenção e elogiaram a escolha da história, e neste momento as professoras lançaram o primeiro desafio da noite, onde os pais e mães presentes teriam que construir, para seus filhos ou filhas, um brinquedo com sucata. A princípio todos pensaram que teriam que construir o brinquedo em casa, mas as professoras complementaram: “Vocês tem alguns minutos para observar as sucatas que estão disponíveis na sala dos berços, pensar em um brinquedo e construí-lo com os materiais e acessórios que ali estão disponíveis”. Além das sucatas, foram disponibilizados: cola, tesouras, estiletes, papéis lustrosos, barbante, conchas, pedrinhas de praia, brita, arames, canetinhas, alfinetes, fita crepe, fita durex e aparelho de cola quente.

Euforia geral, susto, medo de não conseguir fazer e um tanto de outras emoções. Uns não sabiam por onde começar, e falas como: “Se vocês pedissem para fazer qualquer outra coisa, mas um brinquedo?”; “Eu trabalho com números, como vou fazer um brinquedo?”; “Se fosse brinquedo de menina, seria mais fácil!”. E entre estas e outras falas, os pais começaram a se movimentar e cada um foi se encaminhando para o que mais lhes chamara a atenção para a construção do brinquedo. A princípio percebeu-se que eles se encaminhavam para a construção de um brinquedo mais fácil como: chocalhos utilizando potes de iogurte. Mas a medida que um e outro pai ou mãe construíam brinquedos mais elaborados, todos partiram para esta direção e aos poucos foram surgindo: pequenas casas, potes surpresa, robôs, palhaços, móbiles, chocalhos, trens e carros. E o que parecia impossível, no começo, tornou-se um momento único e mágico, onde pais e mães descontraídos e dedicados construíram lindos brinquedos para seus filhos e filhas. Ao final da atividade, o que demorou mais ou menos 40 minutos, todos estavam felizes por terem superado o desafio posto pelas professoras. Mas antes de irem embora receberam mais duas tarefas: dar um nome para seu brinquedo e fazer um relato por escrito sobre a experiência.



Eis alguns dos relatos:


ROSANGELA (MÃE DO DIEGO)
NOME DO BRINQUEDO: PATATÁ O PALHACINHO






“Quanto a confecção do brinquedo eu amei, porque eu tinha feito uma boneca para minha primeira filha, só que levei uma semana na época. Mas também achei muito interessante porque foi em menos de meia hora e trabalhou com nossa imaginação. Não estou acostumada e nem tenho muita imaginação para isso, mas valeu muito a pena, tanto que até vou começar a brincar com ele em casa e envolver toda a família”.
Rosangela Silveira


MARIA ONIVA (MÃE DO PEDRO)
NOME DO BRINQUEDO: STOR TOR






“Foi muito bom participar, pois muitas vezes não podemos imaginar que de um litro vazio pode virar um brinquedo ou qualquer outro artesanato”.

Maria Oniva




IVANIA (MÃE DA AMANDA)
BRINQUEDO: TELEFONE LOLÔ





“Foi prazeroso confeccionar um brinquedo para nossa própria filha. Porém veio a preocupação: o que fazer? Como ela gosta muito de telefone, resolvemos fazer o telefone. Também sentimos dificuldades, pois a maioria dos brinquedos que pensávamos em fazer, precisaríamos usar algum material que fosse reciclável e de uso dela. Esperamos ter acertado”.

Ivania e Jorge.




FERNANDA (MÃE DO THEO)
BRINQUEDO: XIC LIC







“Durante a oficina eu me senti bem ao reutilizar lixo reciclável, reorganizando-o, recriando a sua função, além de presentear o meu filho e deixa-lo alegre”.

Fernanda



ARLAN (PAI DA HELENA)
BRINQUEDO: CHICA






“Deve acontecer mais oficinas para nós pais ficarmos mais próximos dos nossos filhos e também fiquei muito feliz por ter tentado fazer um brinquedo em tão pouco tempo para minha filha”.

Arlan





MAYSA (MÃE DA LOUISE)
BRINQUEDO: CACO





“Foi maravilhoso é bom saber que com um pouquinho mais de dedicação podemos fazer brinquedos interessantes que com certeza deixarão nossos pequenos radiantes. Além disso, é uma prática educativa que possibilita desenvolver a consciência ambiental de toda a família”.

Maysa



KARINA (MÃE DA ANANDA)
BRINQUEDO: LAR SAPO LAR


“A oficina e a iniciativa das professoras foram incríveis e nos pegou de surpresa. Foi ótimo ter a oportunidade de participar de um projeto como esse, tirar uns minutinhos e se dedicar ao filho. Tenho certeza que cada pai e mãe presente fez um brinquedo lembrando daquilo que seu filho mais gosta e naquele momento as crianças fomos nós mesmos, cada um tirou o melhor de si em tão pouco tempo e o melhor de tudo foi lembrar que ainda existe uma criança dentro de nós. Obrigada a todas as professoras e colaboradores pela oportunidade de fazer parte desse projeto e nos fazer crianças novamente, com isso demonstramos o melhor presente para os nossos filhos: o AMOR encontrando em cada gesto e em cada pedaço de papel colado”.
Karina.


VALDOMIRO (PAI DO VITOR)
BRINQUEDO TUM-TUM






“Muito legal a iniciativa da oficina faz fortalecer os vínculos paternos e nos incentiva a interagir cada vez mais para saber do que gostam e como podemos usar isso no desenvolvimento”.

Valdomiro.



Momentos da Oficina de Brinquedos com os pais...





Foi muito gratificante a participação dos pais nesta oficina e com certeza eles trouxeram um brilho especial para o projeto.


Obrigada a todos os pais.


Os caminhos do projeto: novas interações e aprendizagens...

Potes de iogurte...
Mais um objeto para o diagnóstico: Pote de iogurte. Como já era de se esperar os potes de iogurte tão logo foram apresentados, já foram reconhecidos pela maioria dos bebês, e a ação mais comum foi de leva-los a boca como se estivessem bebendo iogurte ou outro líquido. Até as professoras tiveram que experimentar um pouco de iogurte. Mas as interações não pararam por ai, houve ainda quem os utilizaram os copos para encaixar ou empilhar, bateram uns contra os outros, amassaram provocando barulhos e os que fizeram dos copos: mordedores, explorando-os com a boca e dentes.





Desenho animado ambiental: O Pato

As professoras: Edna e Josiane participaram no ano de 2008 de um curso promovido Curso de Designer da Univille e mediado pelo professor Chico Lan. Neste curso foram produzidos alguns vídeos com duração de 1 minuto cada, envolvendo o tema: Preservação do meio ambiente. Ao final do curso foram reunidos em um DVD todos os vídeos produzidos pelos participantes. As professoras Edna e Josiane, neste curso, produziram o vídeo: O Pato, sendo que, ele veio de encontro ao projeto do Berçário em 2011. Para ilustrar o projeto Primeiros passos: Pequenos cidadãos em busca de grandes transformações, as professora apresentaram o vídeo a turma, que acompanhou atenta, a música e a animação.








Professoras e bebês aguardando o desenho animado ambiental: O Pato.
De Vídeo: Pato







Apreciação do desenho...
De Vídeo: Pato




Chocalhos...

E quando os copos de iogurte viraram chocalhos... Foi pura alegria! Alguns bebês acompanharam a transformação dos potes em chocalhos bem de perto. Dentro dos chocalhos foram colocados: sementes, grãos, areia e pedrinhas de praia. Nos momentos de rodas de músicas as professoras utilizaram os chocalhos ecológicos para animar e dar ritmo as canções. Além de muita ginga e sorrisos, cada bebê, a sua maneira, retiraram dos chocalhos diferentes sons e ritmos. Os maiores nem precisaram de motivação das professoras, pois ao entrar em contato com este novo objeto já foram sacudindo e experimentando os sons, e a medida que os bebês manuseavam os chocalhos, iam de encontro as professoras para mostrar suas descobertas. Já os menores foram provocados pelas professoras a movimentar seus braços e mãos para produzir os sons, e em seguida eles já conseguiam realizar a ação, sozinhos. Diferentes melodias foram entoadas e acompanhadas pelos bebês e professoras com seus chocalhos.





Móbiles Ecológicos...

Os móbiles ecológicos foram confeccionados com as tampas (de latas de leite em pó e farináceos), com gravuras e imagens reais (natureza, animais, pessoas e objetos), com barbante, elástico e suporte para móbiles. Agrupando algumas tampas, os móbiles foram pendurados em lugares estratégicos da sala, de modo que, os bebês interagissem durante o dia. Sendo assim, alguns foram pendurados em frente os espelhos e outros no centro da sala. Todos os móbiles ficaram ao alcance dos bebês (uns mais baixos para os bebês que engatinham e/ou ficam sentados e outros mais altos para a interação dos bebês que caminham). Os móbiles foram colocados na sala em um momento em que os bebês estavam no solário, e quando retornaram, surpresa! Logo engatinharam ou caminharam na direção dos móbiles e como o móbile do centro da sala era o mais visível, foi o primeiro a ser explorado. E para a surpresa das professoras, na interação com o móbile, um dos bebês ficou de pé sozinho pela primeira vez. Comemoração total! Os barbantes do móbile possibilitaram aos bebês que se erguessem e ficassem de pé para manuseá-los. Cada parte do móbile possibilitava a observação de uma diferente imagem, e tanto os pequeninos quanto os maiores permaneceram por momentos observando e contemplando o que viam. Os bebês maiores ao observar animais, logo falavam: “au – au”; também falavam: “mamãe” ao ver mulheres e “nenê” quando viam bebês. Nas imagens de alimentos, houve os que lambiam ou beliscavam as imagens e ainda as ofereciam para as professoras. A cada momento do dia era e é possível, pois os móbiles continuam na sala, ver os bebês interagindo e brincando com os móbiles.





Cantinho dos livros e da leitura...

Como todos já puderam observar, as caixas de leite foram exploradas pelos bebês do Berçário de diferentes maneiras. Depois deste primeiro contato, as professoras levaram para a sala revistas e com o auxílio dos bebês rasgaram as folhas, as amassaram e em seguida as colocaram dentro das caixas de leite. A ideia inicial era de colocar dentro das caixas sacolas de plástico, mas as professoras perceberam que teriam de arrecadar um número grande de sacolas, estimulando ainda mais o consumo delas, deste modo optou-se por folhas de revistas usadas. Após as caixas serem preenchidas com papéis, elas foram unidas e pouco a pouco se transformaram em pequenos móveis (uma estante e quatro cadeiras) e eles passaram a fazer parte de um novo espaço na sala do Berçário I, o Cantinho dos livros e da leitura. A curiosidade fora despertada logo que os bebês observaram este espaço, e sem saber rapidamente do que se tratara, foram ao encontro do desconhecido. Um dos bebês passou todo o tempo entretido com a organização da estante, retirando os livros de um lado e colocando para outro, ou ainda guardado os livros que os outros bebês retiravam da estante. Pode-se dizer que ele tomou para si a organização do espaço. Com as cadeiras confeccionadas com caixas de leite, os bebês assim que as viram como cadeiras, trataram logo de empurrá-las pela sala, provocando o caminhar naqueles que ainda não andam. A função principal do objeto é para sentar-se e isso também aconteceu, mas cada um sentou-se nas cadeiras como melhor achara. As interações foram acontecendo e à medida que os objetos eram manuseados e passavam a serem conhecidos, os livros tornaram-se o foco principal e as leituras e olhares foram acontecendo em direção destes que são as janelas para diferentes mundos e são nos livros que os bebês se deliciam e não se cansam de explorá-los. O cantinho dos livros e da leitura será um canto permanente no Berçário possibilitando o contato direto com os livros durante todo o dia.



Aguardem... Novas postagens...

Primeiros passos: pequenos cidadãos em busca de grandes transformações!

Os primeiros passos... O que nossos bebês já sabem...

Desafios não param de aparecer no Berçário e a convite de nossa coordenadora pedagógica, nos lançamos no Projeto: PRIMEIROS PASSOS: Pequenos cidadãos em busca de grandes transformações. Um dos objetivos do projeto é de participar do Concurso Cultural da Companhia Águas de Joinville, mas este não é o único, pois nosso maior objetivo é a reutilização de materiais recicláveis na construção de brinquedos e materiais pedagógicos, de modo que, desperte nos bebês, nas famílias e na comunidade escolar, uma consciência ecológica e atitudes sustentáveis para a preservação do planeta. Neste primeiro momento, as familias auxiliaram na arrecadação das sucatas.
Começamos a realização dos diagnósticos para o concurso. O que os bebês sabem, conhecem ou podem fazer (brincar) com materiais recicláveis? Acreditem muita coisa! Os primeiros materiais foram as latas de leite em pó ou farináceo, depois as caixas de leite, os potes de lenços umedecidos, copos de iogurte, caixas diversas e embalagens de produtos de higiene e beleza. Muito foi realizado, os bebês empilharam, encaixaram, bateram explorando os sons, abriram, fecharam, empurraram como se fossem carrinhos, levaram a boca, observaram texturas, cores e ilustrações, deram as sucatas funções de cadeiras/ copos e telefones e até massagem Shantalla uma caixa recebeu. As sucatas (antes de serem transformadas em brinquedos) possibilitaram inúmeras formas de manuseá-las, de brincar, de resolver problemas, de explorar e até de construção da linguagem oral, prendendo a atenção e o envolvimento dos bebês por um longo tempo. É importante resaltar que, todas as sucatas foram devidamente higienizadas, antes de serem disponibilizadas aos bebês.
“Com apenas um ano de idade, as crianças já são brincadores capazes - adoram seu mundo de pequenos bonecos, seus instrumentos musicais, carrinhos e caixas de brinquedo. Elas levam o brincar a sério, e é emocionante analisar sua aprendizagem e seu desenvolvimento.” (Avril Brock).



Diferentes maneiras de explorar e manusear as latas foram observadas durante esta vivência... Enquanto uns bebês ao manusear as latas batiam-nas e percebiam que elas em contato com o chão da sala produziam sons, outros as empilharam e em seguida derrubaram as torres de latas, outros arrastaram-nas, outros rolaram as latas e em seguida se movimentaram (arrastando-se ou engatinhando) para alcançá-las, outros colocaram-nas umas dentro das outras, outros utilizaram-nas como objetos para sentar e outros as utilizaram como embalagem para bolinhas coloridas.




Neste dia, no período matutino, realizamos a massagem Shantalla nos bebês e a tarde partimos para o diagnóstico: como aconteceria a relação dos bebês com as caixas? Um dos bebês ao pegar a caixa, sentou-se e reproduziu a ação das professoras no momento das massagens, aplicando a massagem em uma caixa de leite como se fosse um bebê ou uma boneca.  Outro bebê ao manusear uma caixa, colocou-a no chão e a empurrou emitindo sons com a boca, como se a caixa fosse um carrinho; outros empilharam-nas; os menores as colocaram na boca e bateram-nas umas contra as outras, e um deles ao observar uma caixa de leite com a gravura de um boi, falou “au-au”, associando a imagem do boi a um cachorro, já que nesta idade a maioria dos animais são chamados pelos bebês de "au-au". Ao final da brincadeira dois dos bebês ajudaram as professoras a guardar as caixas na caixa de papelão grande.




É chegada a hora de brincar com os potes de lenços umedecidos e novamente os bebês deram diferentes funções aos potes. Empilhá-los ou colocá-los uns dentro dos outros foi o que mais se repetiu. Mas também teve quem fez do pote, um copo  e imitou a ação de beber água ou outro líquido; rolaram os potes e engatinharam atrás deles, e já no final da brincadeira um dos bebês pegou um pote com alça, colocou-o no braço como se fosse uma bolsa, deu tchau e encaminhou-se para a porta da sala, ao vê-lo seu amigo fez o mesmo. O primeiro bebê comunicou-se com a professora através de resmungos e gestos pedindo que abrísse a porta que assim o fizemos. Ao abrir a porta um terceiro bebê também quis sair, as professoras falaram que ele não tinha bolsa e não poderia sair, foi aí que ele caminhou até um pote colocou-o no braço e foi para a porta. Os três se encaminharam para o corredor e em seguida para a porta de saída do CEI, sempre acenando para as professoras, que os acompanharam nesta aventura, permanecendo por um tempo em frente ao CEI.



Mais novidades... Agora uma piscina de bolinhas foi montada no fraldário. Um novo espaço, mas com objetos já conhecidos por muitos. A turma foi desafiada a entrar na piscina pela escada de estimulação e como o desejo de brincar era forte, não foi difícil superar este obstáculo. É claro, que os pequeninos tiveram auxilio das professoras para chegar a piscina. Dentro da piscina é chegada a hora de manipular os objetos. Como as bolinhas já eram objetos conhecidos, parecia que elas nem existiam, visto que os bebês só brincaram, manipularam e interagiram com as sucatas. O espaço criado mais parecia um rio poluído e bebês e professoras estavam ali para limpar o rio. A cada objeto manipulado, diferentes interações. Os bebês menores, logo os levaram a boca ou observaram atentos as ilustrações e sons das embalagens. Já os maiores, utilizaram os potes de iogurtes como copos, as embalagens de fraldas descartáveis serviram de embalagens para as bolinhas, garrafas de iogurtes foram levadas a boca (como se estivessem bebendo algo no gargalo) e as caixas de calçados viraram chapéus nas mãos dos bebês.

Isso tudo é só o diagnóstico...
Aguardem novas vivências e aprendizagens...

20/09/2011

Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil

A coordenadora pedagógica Leila Antes e a diretora Rosane Dallabona realizaram junto a Secretaria de Educação de Joinville um estudo sobre os Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil, após a concretização deste, as mesmas foram as coordenadoras de um estudo realizado na unidade escolar. O estudo teve como objetivo conhecer, observar e refletir se as recomendações apresentadas nos Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil, publicados em 2006, estão sendo contempladas no cotidiano escolar.

No primeiro momento, que aconteceu no dia 11/04 dividiu-se o grupo e os respectivos volumes dos parâmetros para que pudéssemos ler, construir um mapa textual e um organograma para apresentação da concepção, legislação e infraestrutura.

O segundo momento que ocorreu no dia 25/04 foram feitas as apresentações dos organogramas e entrega dos mapas textuais. Estas duas primeiras etapas possibilitaram debates, troca de ideias e interação entre a equipe.

No terceiro momento, que aconteceu no dia 19/09, nos reunimos para responder e debater os Indicadores da Qualidade na Educação Infantil, percebemos que nosso CEI, na grande parte dos quesitos, atende os Parâmetros da Qualidade para a Educação Infantil.

19/09/2011

5º Concurso Teatral Águas para Sempre

Foi na noite do dia 16 de setembro no Teatro Juarez Machado, que a turma do Berçário I recebeu o prêmio de 1º lugar no 5º Concurso Teatral Águas para Sempre, da Companhia Águas de Joinville, com o Projeto "Primeiros passos: Pequenos Cidadãos em busca de grandes transformações"

A direção do CEI parabeniza a turma do Berçário I que se empenhou ao máximo no desenvolvimento do projeto; agradece as famílias pelo envolvimento desde a arrecadação de materiais, na confecção dos brinquedos em oficina realizada na noite da reunião pedagógica até a participação na apresentação das crianças na noite de gala.

16/09/2011

Momento Cultural Maternal II Turma 1 e 1º e 2º Período Vespertino


No dia 14 de setembro aconteceu o 4º Momento Cultural do ano de 2011.
A primeira turma a se apresentar  foi a turma do Maternal II turma 1 que dançou e cantou a música dos Pingüins (Xuxa), iniciaram a apresentação fazendo uma charada:
"O que é o que é? Que nada mas não é peixe, é ave, mas não voa, anda sobre dois pés, mas não é gente e adora um friozinho?"
As crianças não demoraram pra responder:   " Os pingüins"

Em seguida as crianças se apresentaram e dançaram com muita desenvoltura.


Após  a apresentação do Maternal veio o 2º Período que   apresentou a música “ Mais respeito a Natureza!”




... Mais respeito à Natureza, é essa a mania
Se tem verde, tem beleza, È ecologia

PLANTE...CUIDE, QUE A TERRA RETRIBUIRÁ...
CANTE...DANCE... QUE A VIDA VAI MELHORAR!



 E as crianças Lara, Nathalie e Amanda recitaram a poesia:
“A Natureza”.






E por último a turma do 1º Período encenou algumas brincadeiras faladas e cantadas do nosso folclore  e também dramatizou a música Festa no Céu

Parlendas:
“Os Dedinhos”
Dedo mindinho
Seu vizinho
Pai de todos
Fura bolo e
Mata piolho.
  
“Macaca Sofia”
Meio dia
Macaca Sofia
Panela no fogo
Barriga vazia.
Trava línguas:
O rato roeu a roupa do rei de Roma.

O que é que Cacá quer? Cacá quer comer Caqui.
Que caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.

Adivinhas:
O que é, o que é?
Que faz virar a cabeça do moço?
R. É o pescoço

 História cantada:
“Festa no Céu”

Uma história engraçadinha
Ouvi contar uma história
Da tartaruguinha,
da tartaruguinha.

Houve uma festa lá no céu
Mais o céu era distante
E a tartaruguinha viajou

]Na orelha do elefante.

Quando a festa terminou
A bicharada se mandou
            Quem viu a tartaruguinha,
quem viu?
Lá do céu ela caiu.
São Pedro o céu varreu
E da pobrezinha se esqueceu.

Ela disse: “Eu quebrei todo o
meu corpinho está de fora!
Como é que vou fazer pai do céu?
Como vou viver agora?
Pai do céu juntou os caquinhos colou...
Mais bonita ela ficou