22/09/2011

E assim caminha o projeto...com a construção de novos brinquedos...


“Sucata é qualquer coisa que perdeu seu uso original, que se quebrou, que não serve mais ou que não tem mais significado. Coisas aparentemente inúteis, mas que servem para brincar, para dar nova forma e novo sentido”. Machado (1995).



Carrinhos de rolar...


Com pedras pequenas, potes de lenços umedecidos, barbante e papel contact foram confeccionados os carrinhos de rolar. A construção deste brinquedo foi direcionada para os bebês que já caminham, visto que poderiam puxá-los, exercitando ou aprimorando a ação de caminhar. Para esta vivência foi utilizado como espaço o corredor de entrada do CEI, onde os bebês fizeram algumas idas e vindas puxando seus carrinhos. Por falta de experiência das professoras na confecção, os carrinhos rolaram pouco, talvez por isso, este brinquedo chamou pouco a atenção dos pequeninos.





Fantoches...


A sucata esteve presente até nos momentos de Contação de histórias. Para ilustrar a história Macaquinho de Bia Bedran, as professoras confeccionaram um fantoche com caixa de leite, para ser o personagem principal. Os bebês do Berçário I são fascinados por histórias e quando observaram o macaquinho nas mãos da professora ficaram eufóricos na ânsia de tocá-lo. Contação terminada, os bebês se direcionaram até a professora, engatinhando ou caminhando, em busca do objeto de desejo, e cada um pode interagir e brincar com o fantoche.






Tum-tum... Tum-tum... É a hora dos tambores...


Latas de leite em pó e de farináceos viraram tambores, onde foram utilizados ainda, barbante e retalhos de corino. Para que a interação com os tambores fosse intensa as professoras levaram para a sala pequenas baquetas. Ao observarem os tambores na sala, os bebês logo foram ao encontro do brinquedo. Os bebês maiores não tiveram dificuldades em associar as baquetas aos tambores, e tão logo, utilizaram este instrumento para retiram sons dos tambores. Com os menores as professoras mediaram a relação, onde batiam com as baquetas hora na parte de cima do tambor, hora na parte inferior, produzindo diferentes sons. Após serem provocados, os bebês realizaram a ação sozinhos, e o som passou a ser tirado do tambor até mesmo com as mãos. Ao final da vivência, bebês e professoras, utilizando os tambores, deram ritmos a algumas músicas folclóricas infantis.





Blocos de construção coloridos...


Caixas de leite preenchidas com folhas de revista usadas e encapadas com papéis coloridos viraram Blocos de construção coloridos. No entanto além da função de construir, os blocos tinham algo mais, em um de seus lados foram coladas fotos dos bebês da turma do Berçário I. Os blocos foram colocados na sala formando ums trilha, onde as fotos os bebês ficaram viradas para baixo. Quando os bebês estabeleceram contato com eles e começaram a manuseá-los, foram agrupando e empilhando, mas foi só perceberem as fotos que as construções pararam e todos queriam ver as fotos. Os bebês maiores ao observarem as fotos apontavam na direção do amigo que estava estampado no bloco, comunicando a descoberta as professoras através de gestos e resmungos. Entre os blocos haviam alguns que não tinham fotos, e quando os bebês pegavam estes, eles reviravam o bloco de um lado para o outro procurando a foto. E assim prosseguiu a interação até que os blocos viraram novamente peças de construção, onde foram empilhados, enfileirados e experimentados.








Caixa de encaixes e caixa surpresa...


Caixas de papelão grandes serviram como base para a construção dos brinquedos Caixa de encaixes e caixa surpresa. Utilizando a técnica de papietagem as professoras deixaram a caixa mais firme, de modo que, os bebês pudessem interagir e manuseá-la sem que a caixa dobrasse ou rasgasse. Pelas laterais da caixa foram abertos alguns orifícios por onde os bebês pudessem colocar e/ou retirar alguns objetos como potes e bolas de meias. E assim, aconteceram muitas descobertas. Com as caixas na sala os bebês trataram logo de explorá-las: olhando de um lado para o outro por entre os orifícios, colocando e retirando os potes, subindo nas caixas, espiavando e colocando as mãos dentro das caixas procurando objetos e os bebês que caminham com apoio utilizaram as caixas como andadores. Os bebês maiores ao tentarem encaixar os potes nos orifícios, acabaram percebendo a diferença nos tamanhos dos objetos e assim procuravam os lugares certos para o encaixe.










Os bebês do Berçário I, com o caminhar do projeto, estão cada dia mais curiosos e desbravadores.

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