22/09/2011

Primeiros passos: pequenos cidadãos em busca de grandes transformações!

Os primeiros passos... O que nossos bebês já sabem...

Desafios não param de aparecer no Berçário e a convite de nossa coordenadora pedagógica, nos lançamos no Projeto: PRIMEIROS PASSOS: Pequenos cidadãos em busca de grandes transformações. Um dos objetivos do projeto é de participar do Concurso Cultural da Companhia Águas de Joinville, mas este não é o único, pois nosso maior objetivo é a reutilização de materiais recicláveis na construção de brinquedos e materiais pedagógicos, de modo que, desperte nos bebês, nas famílias e na comunidade escolar, uma consciência ecológica e atitudes sustentáveis para a preservação do planeta. Neste primeiro momento, as familias auxiliaram na arrecadação das sucatas.
Começamos a realização dos diagnósticos para o concurso. O que os bebês sabem, conhecem ou podem fazer (brincar) com materiais recicláveis? Acreditem muita coisa! Os primeiros materiais foram as latas de leite em pó ou farináceo, depois as caixas de leite, os potes de lenços umedecidos, copos de iogurte, caixas diversas e embalagens de produtos de higiene e beleza. Muito foi realizado, os bebês empilharam, encaixaram, bateram explorando os sons, abriram, fecharam, empurraram como se fossem carrinhos, levaram a boca, observaram texturas, cores e ilustrações, deram as sucatas funções de cadeiras/ copos e telefones e até massagem Shantalla uma caixa recebeu. As sucatas (antes de serem transformadas em brinquedos) possibilitaram inúmeras formas de manuseá-las, de brincar, de resolver problemas, de explorar e até de construção da linguagem oral, prendendo a atenção e o envolvimento dos bebês por um longo tempo. É importante resaltar que, todas as sucatas foram devidamente higienizadas, antes de serem disponibilizadas aos bebês.
“Com apenas um ano de idade, as crianças já são brincadores capazes - adoram seu mundo de pequenos bonecos, seus instrumentos musicais, carrinhos e caixas de brinquedo. Elas levam o brincar a sério, e é emocionante analisar sua aprendizagem e seu desenvolvimento.” (Avril Brock).



Diferentes maneiras de explorar e manusear as latas foram observadas durante esta vivência... Enquanto uns bebês ao manusear as latas batiam-nas e percebiam que elas em contato com o chão da sala produziam sons, outros as empilharam e em seguida derrubaram as torres de latas, outros arrastaram-nas, outros rolaram as latas e em seguida se movimentaram (arrastando-se ou engatinhando) para alcançá-las, outros colocaram-nas umas dentro das outras, outros utilizaram-nas como objetos para sentar e outros as utilizaram como embalagem para bolinhas coloridas.




Neste dia, no período matutino, realizamos a massagem Shantalla nos bebês e a tarde partimos para o diagnóstico: como aconteceria a relação dos bebês com as caixas? Um dos bebês ao pegar a caixa, sentou-se e reproduziu a ação das professoras no momento das massagens, aplicando a massagem em uma caixa de leite como se fosse um bebê ou uma boneca.  Outro bebê ao manusear uma caixa, colocou-a no chão e a empurrou emitindo sons com a boca, como se a caixa fosse um carrinho; outros empilharam-nas; os menores as colocaram na boca e bateram-nas umas contra as outras, e um deles ao observar uma caixa de leite com a gravura de um boi, falou “au-au”, associando a imagem do boi a um cachorro, já que nesta idade a maioria dos animais são chamados pelos bebês de "au-au". Ao final da brincadeira dois dos bebês ajudaram as professoras a guardar as caixas na caixa de papelão grande.




É chegada a hora de brincar com os potes de lenços umedecidos e novamente os bebês deram diferentes funções aos potes. Empilhá-los ou colocá-los uns dentro dos outros foi o que mais se repetiu. Mas também teve quem fez do pote, um copo  e imitou a ação de beber água ou outro líquido; rolaram os potes e engatinharam atrás deles, e já no final da brincadeira um dos bebês pegou um pote com alça, colocou-o no braço como se fosse uma bolsa, deu tchau e encaminhou-se para a porta da sala, ao vê-lo seu amigo fez o mesmo. O primeiro bebê comunicou-se com a professora através de resmungos e gestos pedindo que abrísse a porta que assim o fizemos. Ao abrir a porta um terceiro bebê também quis sair, as professoras falaram que ele não tinha bolsa e não poderia sair, foi aí que ele caminhou até um pote colocou-o no braço e foi para a porta. Os três se encaminharam para o corredor e em seguida para a porta de saída do CEI, sempre acenando para as professoras, que os acompanharam nesta aventura, permanecendo por um tempo em frente ao CEI.



Mais novidades... Agora uma piscina de bolinhas foi montada no fraldário. Um novo espaço, mas com objetos já conhecidos por muitos. A turma foi desafiada a entrar na piscina pela escada de estimulação e como o desejo de brincar era forte, não foi difícil superar este obstáculo. É claro, que os pequeninos tiveram auxilio das professoras para chegar a piscina. Dentro da piscina é chegada a hora de manipular os objetos. Como as bolinhas já eram objetos conhecidos, parecia que elas nem existiam, visto que os bebês só brincaram, manipularam e interagiram com as sucatas. O espaço criado mais parecia um rio poluído e bebês e professoras estavam ali para limpar o rio. A cada objeto manipulado, diferentes interações. Os bebês menores, logo os levaram a boca ou observaram atentos as ilustrações e sons das embalagens. Já os maiores, utilizaram os potes de iogurtes como copos, as embalagens de fraldas descartáveis serviram de embalagens para as bolinhas, garrafas de iogurtes foram levadas a boca (como se estivessem bebendo algo no gargalo) e as caixas de calçados viraram chapéus nas mãos dos bebês.

Isso tudo é só o diagnóstico...
Aguardem novas vivências e aprendizagens...

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